:: Apresentação  
 
 
 
 
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
 
   
Esta é a gêneses da ASA

Era uma vez,
Não sei o que era
Nem anjo, nem homem,
Nem bicho ou ave
Pois não tinha pés, nem braços

Era triste, pois chorava e chorava.
Tinha um coração grande,
Queria ajudar, e como ajudava.
Não tinha uma idéia grande de se mesmo,
Era humilde - conhecia seu lugar.
Mais sonhava também de voar
Alçar vôo e vôo alto,
Seu sonho era grande, maior que o coração,
E como este já era grande!

E um certo dia,
Num momento de grande tristeza,
Quando chorava como nunca tinha chorado,
Ouviu-se uma voz
Parecia a voz de Deus:

"Oi"

Tomou um susto
Só ouvindo esta voz
Calou-se

"Oi, o que tens?"

"Queria voar e abraçar"
"Queria abraçar para amar,
mais não dá, o Senhor vê porque"

A voz falou:

"Para isto, precisa antes de tudo
ter pés firme no chão,
Pois, quem não tem raízes
Não entende o mundo que criei"

E a mão tocou o menino
E este ganhou corpo
Duas pernas para pisar o chão
Compridas para não afundar na lama
Da miséria e do pecado
E uma travessa para que
As pernas pudessem andar juntos
Uma perto da outra
Parecendo com a letra "A"
Simbolizando um novo começo.

O menino tinha parado de chorar
Porém o sorriso não tinha aparecido no seu rosto ainda
Não queria tanto os pés, apesar de reconhecer
Que precisava deles para poder caminhar.

E o amor dele, como seria?
Somente os pés não resolveria.
Foi em meio aos seus pensamentos
Que novamente a voz falou:

"Oi, sei que quer voar e abraçar.
Sei que tens sonhos grandes
E precisar alçar vôos altos,
Sei que quer também amar e servir
Mas que não podes fazer sozinho"

E pensou,

"Não te dou simples asas para voar
pois como amarias e abraçarias?
Te dou asas mãos
Para que possas abraçar e voar
Para que possas acolher e servir a teus irmãos
Para que possas partilhar e repartir o pão"

E ao toque da mão
Ganhou asas mãos
E logo apareceu o sorriso
No rosto do menino.

E descobria que todos
Os que abraçasse
Podiam fazer parte da sua alma
Podiam acolher e servir
Partilhar e repartir.

Mais a voz não parou por aí
Mais uma vez falou:

"Oi"

O menino assustou-se,
Pois, pensou que a conversa já havia terminado,
Já não estava completo?
Já não tinha tudo o que precisava?

E a voz continuou:

"Oi"

"Agora eu te chamo
para a santidade!
No batismo você fostes santificado
Por isto, chamado a ser Santo
Como Eu sou Santo.
Seja coerente com a sua fé
Com a sua convicção"

"Agora só te falta um nome
pois, não quero mais te chamar 'oi'"

E a voz calou-se um instante

O silêncio pesava
Pois estava preste para nascer de novo
O silêncio de algo novo que vai acontecer.
E aconteceu

"Sei menino,
te chamo ASA
Pois nas minhas asas te abraço e acolho,
Abraça as pessoas e elas te chamarão ASA
O menino que abraça e alça vôo
Vôo para eternidade"

 
 
 
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