O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, organizações de base, grupos, federações, associações, entidades, igrejas, sindicatos e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.
O 1º Grito dos Excluídos foi realizado pelo conjunto das pastorais e organismos que fazem parte do Setor Pastoral Social da CNBB, em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor” , logo se firmou na agenda anual das pastorais e movimentos sociais, e hoje tem na sua pauta de objetivos:
• Denunciar nas ruas e praças, todas as formas de exclusão e as causas profundas que levam o povo a viver em condições de vida precária e muitas vezes sem perspectiva de futuro;
• Desmascarar a atual política econômica dependente que privilegia o capital financeiro, o pagamento da dívida e o superávit primário;
• Construir alternativas dos/as excluídos/as que tragam esperanças e perspectivas de vida para o povo.
O Grito quer ainda buscar formas concretas de ação popular, no sentido de contribuir para a transformação da sociedade. Para isso, tem realizado uma série de manifestações e eventos de forma participativa, com cunho político - formativo: Semanas Sociais, campanhas, assembléias populares e plebiscitos.
Cada ano o Grito reflete temas que profeticamente anuncia esperança e denuncia situações de exclusão; os últimos temas:
• 2006 – "Brasil: na força da indignação, sementes de transformação”.
Neste ano, o lema do 12º Grito dos/as Excluídos/as é: Brasil: na força da indignação, sementes de transformação. Destacamos os três ingredientes que forma o conteúdo do lema, a força da indignação, as sementes e a transformação social, na busca da construção de uma pátria forte, justa e soberana.
• 2007 – Isto não VALE! Queremos participação no destino da nação.
O Grito deste ano tem como sugestivo lema: “Isto não Vale: Queremos participação no destino da nação” leva a refletir o que vale, o que tem valor e o que não vale.Não vale a crescente exclusão, a violência, a corrupção, a impunidade, a redução da maioridade penal, a fome,... Mas o que é então que vale? Tem valor a ética, a solidariedade, enfim o que vale á dignidade da vida, vale a realização do Plebiscito Popular sobre a Vale do Rio Doce de
1º a 7 de setembro de 2007
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